Category Archives: O meu avô na América

A “pneumónica”

Numa certa altura foi o mundo inteiro sacudido pelo medonho fenómeno da chamada “peneumónica” ou “gripe espanhola”. Sebastião regressava um dia de seu trabalho e, ao atravessar um jardim de Providence, soltou-se-lhe um vómito estranho da cor do sangue. Ficou preocupadíssimo porque sabia que era um dos sintomas de estar inoculado pelo vírus da doença. A forma como sempre contava a história dos factos ocorridos depois estava a meio caminho entre a realidade que certamente viveu e uma espécie de acaso proveitoso do destino, que não sei explicar. Dizia que se aconselhava às pessoas assim receosas que regressassem imediatamente a casa, que recolhessem ao leito bem agasalhadas e que fumassem e bebessem bebidas alcoólicas, dentro do que fosse possível. Sebastião assim fez. Diz ter passado por um estabelecimento logo de seguida, onde adquiriu algumas onças de tabaco e garrafas de whisky. Transpirou os trinta farrapos e assim aguentou um certo número de dias, o prazo crucial que era indicado para os felizes que conseguiam vencer a enfermidade.

Que a história é verídica não duvido porque meu avô era um homem de sinceras verdades. Quanto à mezinha e ao resultado que alcançou não me convencem muito, mais me parecendo recurso de certo desespero para pessoas distanciadas de outros meios mais especializados, ou pela falta de tratamentos que não existiam na altura, pois não haviam ainda sido descobertos.

 

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Terá sido no “Café delle Tre Stelle” que Sebastião comprou as bebidas de que falava? Foi por certo antes da aplicação da Lei Seca, o que está conforme com a época em que a doença se propagou (1918) e a data de promulgação daquela lei (1920). A peça que aqui se mostra é uma pequena relíquia do meu avô por ele trazida de Providence.

A decisão do regresso a Portugal

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Tendo três filhas meninas, não quis Sebastião dar-lhe a educação americana já muito permissiva nessa altura para os seus hábitos, e resolveu regressar a Portugal acompanhado de toda a sua família, facto que causou o maior desgosto à minha avô “Mariana”.
Ela bem sabia quão “arrastada” era a vida das mulheres em Portugal, habituara-se já a um sem número de facilidades e comodidades usuais da Norte América e doeu-lhe muito a decisão de seu marido. Esta foi tomada de uma forma inaceitável para os dias de hoje, mas porventura entendível para a época em que viviam, patriarcal por excelência. “Mariana” soube que iria regressar a Portugal apenas no dia em que Sebastião chegou a casa com os bilhetes da viagem transatlântica já guardados no seu bolso e com data marcada para o embarque.
Lá se ficava a casa modernizada na qual não faltava um antecedente do frigorífico (a “ice box”) para conservação dos alimentos, a abundância de produtos num mercado muito mais evoluído, a graça e conforto dos trajes, a escola a que as meninas estavam já habituadas e a língua dos residentes que já dominavam. No seu regresso a Portugal esse facto produziu-lhes um choque terrível na nova escola que passaram a frequentar, onde as outras crianças as aceitaram de forma estranha dada a linguagem que usavam entre si. Esse facto acelerou de forma dramática a rejeição do inglês que nunca mais voltaram a praticar na sua vida.
Sem saber o que iria acontecer no futuro imediato naquela sua amada América, Sebastião teria tomado, contudo, uma decisão circunstancialmente acertada. Tendo regressado antes da “grande depressão” pôde vender ainda a sua casa com facilidade por um preço conveniente e formar um pecúlio suficiente para se instalar com a família em Cernache do Bonjardim.
Mesmo que eu não tivesse uma informação detalhada a respeito de tais factos históricos, são claras na minha memória juvenil as referências a algo que teria acontecido por lá, que impediu depois muitos portugueses de realizarem, durante certo período, o sonho dourado de regressarem à sua terra gozando dos proveitos dum mealheiro confortável. Foi o caso, aliás, do meu tio Joaquim Pires, irmão da minha avó “Mariana”, que gorada a oportunidade de regressar nessa altura ali se enraizou e residiu até ao fim dos seus dias.
Lembro-me bem de ouvir falar, nas visitas que lhe faziam alguns torna-viagem daqueles tempos, das súbitas mudanças na situação económica. Que bem tinha feito o meu avô em regressar antes da crise porque tinha conseguido amealhar um bom pecúlio por ter podido vender a sua casa ainda por uma boa porção de dólares.

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Quanto à exactidão concreta das motivações do regresso de meu avô, julgo que a questão da educação das suas meninas não cobre toda a verdade, tendo sido essa uma forma sentimentalmente airosa de “verdade oficial” que pode justificar uma rejeição mais global duma certa forma de vida. Essa atitude foi, aliás, adoptada por uma grande quantidade de outros emigrantes portugueses radicados nos Estados Unidos que regressaram naquela época a Portugal. Regresso que, no caso do meu avô, também não era para ser definitivo, o que é comprovado pela forma cuidadosa como se documentou em relação a um eventual retorno e por declarações feitas nesse sentido.
Tendo-se tornado definitiva a permanência portuguesa em tempo de “grandes depressões” nos USA, teve a virtude de transformar um operário que seria sempre modesto num “proprietário” rural de algum respeito, o que não deixou de ser uma subida interessante de estatuto para um antigo e sofredor “ceifeiro” de além Tejo!…
Quanto às saudades, ao “arrependimento” e outras ocorrências futuras, isso são contos largos.

O escasso número de pessoas que conhecia a história sabia bem que o olhar pesaroso da minha avó, nesta fotografia, registava bem o desgosto que foi, para si, deixar Providence e uma vida diferente na América.

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Documento que teria permitido ao meu avô regressar aos Estados Unidos, durante um certo período.

 

Cernache do Bonjardim, lugar de regresso

Durante um largo período de mais de 20 anos Sebastião e sua “Mariana” gozaram, portanto, a circunstância de ser um casal unido que criou as suas filhas num meio que tinha características especiais e no qual eu tive o privilégio de ser o primeiro neto a surgir, tendo por isso como nome próprio o mesmo nome que meu avô. Chamo-me José Sebastião Gomes (da Costa Brites), José da Costa Brites herdado de meu pai e Sebastião Gomes de meu Avô.
Vivi em Cernache do Bonjardim não muito tempo mas o suficiente para ali ter apreendido uma deliciosa visão da vida, de tal forma que concebo a Quinta da Salgada, o local onde eu nasci, como uma verdadeira “memória do paraíso”.
Esse é, aliás, o nome de um livro que gostaria de escrever, contendo, além de muitas outras coisas, as inúmeras referências da passagem de meus avós, seus familiares e conhecidos por lugares, ruas, parques, lojas, rios e mares fascinantemente longínquos cujos nomes se foram tornando familiares: Providence, East Providence, Newport, New Bedford (“Niu Betfet”), Pawtucket (P’táquêt), Barrington (Barrinton), Bristol (Brístola), Fall River, Cranston, Seekonk, Rocky Point (nome que para mim era mais do tal cão que houve na Quinta da Salgada do que de um lugar qualquer que possa ter existido algures), o Crescent Park (o Cri’cent pák) e uma tal prodigiosa e grande loja chamada o Outlet, onde havia de tudo.
Isto para não falar de tantos lugares de nome sonante dos quais sinto uma perfurante saudade porque nunca neles habitei e mesmo se agora os visitasse já não teriam nada do encanto com que me habituei a habitá-los na memória: a Warren Avenue, a Wickenden Street, a Broadway, a Freeborn Avenue, a Gano Street, que sei eu…

Da imensidade de hábitos que meu avô trouxe da América, muitos posso dizer que ainda persistem em minha própria casa, anos e anos depois do seu desaparecimento e muito mais anos depois da sua saída desse longínquo país.

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Fotografia tirada em Lisboa, nos Restauradores, em 1926 – data em que regressou dos Estados Unidos.

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Tralhas velhas estimadas como preciosos vestígios de felicidade…

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Numa época em que as travessias atlânticas eram feitas de barco a vapor era prática normal trazer móveis e utensílios de todos os géneros, inclusive certas inutilidades que ficavam apenas como memórias dum tipo de vida completamente diferente. Não posso esquecer-me, como testemunho de um clima completamente diverso, dum certo artefacto dotado de pontas de ferro que se afivelava com uma correia à volta dos sapatos para evitar as quedas no chão gélido e escorregadio do Inverno Americano.
Desses objectos de mobiliário que conservo em minha casa subsiste uma cama de casal cuja estrutura de ferro resistiu a todos estes anos e ainda se encontra em uso. Era uma bonita peça feita em ferro moldado e com elementos em latão que o meu avô entretanto pintou e repintou com tintas de esmalte e que foi a sua cama até ao fim da vida, depois de encurtada a altura de pernas e de cabeceira que ostentava quando vinda da América.
Eu próprio a raspei e repintei de branco há alguns anos. Depois de retirada a pesada estrutura original de ferro do colchão de arame e com um colchão actualizado, é a cama onde eu próprio nasci em 1942 e é a cama de casal onde ainda durmo nos dias de hoje com minha mulher.

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A chamada “secretária” do meu avô existe ainda e está em uso em casa de um primo meu, depois de preciosamente restaurada. É esse meu primo que possui em seu poder a velha colecção de discos antigos da grafonola que todo o emigrante americano que se prezasse trazia dos Estados Unidos.

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O meu avô Sebastião trouxe uma daquelas de dar à corda com uma manivela lateral, que era evidentemente a única “força motriz” disponível ao tempo para este tipo de objectos, acompanhada com a respectiva colecção de grandes e pesados discos negros de 78 rotações. Eram objectos manipulados pelo meu avô quase exclusivamente, com sulcos que reflectiam a luz em fileiras curvilíneas de um brilho estranho num rigor tecnológico naquele tempo perfeitamente invulgar. As agulhas eram de ferro grosso e, contando com a usura do tempo que Sebastião sabia iria ser longo, muniu-se de duas ou três caixas porque era homem previdente e não queria que se perdesse a utilidade daquela mágica lembrança de convívios animados entre família e amigos.

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Era encantadora a série de músicas que ouvi inúmeras vezes e que animaram bailes e convívios em sua casa. Marchas típicas da América, os seus hinos e canções mais em voga, valsas, polkas e mazurkas, mas também árias de óperas, canções portuguesas e, imagine-se, gravações brejeiras de cenas da revista à portuguesa que na altura gozavam de especial popularidade junto dos portugueses distantes da terra natal, tudo disponível surpreendentemente na América desses tempos ao alcance dos portugueses ali residentes.
Era sobretudo interessante a audição colectiva de tais entremezes, não existindo os falsos pudores que poderiam ter caracterizado certa pequena burguesia da época, a que nós não pertencíamos, de resto.
Só para amostra lembro-me dos seguintes versos: “Ai tira o bicho, tira, tira, tira,tira, mas que cabeça tamanha”, e narrava as façanhas de certo namorado de voz grossa em contraponto com a namorada esganiçada ao que parece muito aflita nos termos em que o próprio poema documenta…

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Esta Valsa “Três da Manhã” era das melodias preferidas do meu querido avô que, com a ajuda eloquente do grande contador de histórias que era o seu irmão Guilherme, também narrava episódios e proezas técnicas e científicas do insigne fotografado nesta capa: Guglielmo Marconi.

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Vinho do agricultor, festas de família, canções da América e as histórias do tio Guilherme!…

Tudo isso se passava com grande animação nos dias de festa e convívio familiar na velha Quinta da Salgada, no Molhapão e no Vale Ferraz, nas quais estavam presentes todos os parentes mais chegados que, na generalidade, tinham passado pela América.
O convívio entre todos era muito franco e alegre. As pessoas eram muito simples e entreajudavam-se o máximo que lhes era possível.
As refeições de festa tinham momentos de grande entusiasmo. O Tio Guilherme era um grande contador de histórias e uma refeição de convívio com ele podia contar de forma automática com uma sessão de anedotas e pequenas histórias, umas vividas entre amigos ou irmãos (sendo Sebastião, meu avô, um dos mais habituais protagonistas), outras inventadas.
Narravam, entre outras peripécias, ocorrências das viagens e da estadia na América. Aquele episódio da longa viagem em que os balanços do mar produziam o enjoo proverbial faz-me lembrar as cenas do imigrante embarcado do filme de Charlie Chaplin: pessoas modestas e habituadas a privações não podiam pensar em escapar a uma boa refeição no navio, é claro. E se havia quem vomitasse punham uma mão a ocultar o que estava de lado e vai disto, deglutiam à pressa tudo o que restava no prato para que o estômago, se sofresse de algo, não seria por falta de conforto do repasto completo.

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O meu tio Guilherme: fotografia feita em Providence no SMales Studio, 489 Westminster St.

Uma história destas contada pelo meu tio Guilherme, por mais insignificante que pareça, não ficava nada atrás das cenas do conhecido Charlot, de que o meu avô narrava recordações do seu tempo de Providence e de uma visita que o famosíssimo artista fez a essa cidade, no tempo em que ali permaneceu.
O talento e o entusiasmo que o meu tio punha nessas actuações, para as quais não era preciso convidá-lo, provocava um delírio de gargalhadas que fazia dores de barriga e soltava as lágrimas de todos os ouvintes.
O curioso de tais sessões de euforia familiar é que as histórias eram sempre as mesmas, os episódios vividos eram geralmente coisas simples passadas entre ele e os irmãos, cenas francamente ingénuas e contadas a meias pelos intervenientes mas de efeito hilariante.
O tio Guilherme, o único dos parentes que na América se deu ao trabalho de ir frequentar a escola nocturna para adultos, era um jovem muito aprumado e eram narrados com imensa graça pelo meu avô as minudências que punha no trato da sua aparência. Andando sempre com as calças o mais vincadas possível (o que a foto acima documenta) tinha por hábito, antes de se deitar, colocar as mesmas entre o colchão e o chamado “judeu” para que, de manhã, as calças estivessem sempre bem vincadas.

Havia no entanto um momento final nos jantares de festa, quando o meu avô e seus irmãos de passado vivido nos Estados Unidos estavam já um pouco tomados pelo magnífico vinho que eles próprios cultivavam, que era o das canções cantadas por todos em inglês, sendo obrigatório, além do próprio hino americano e uma ou outra canção de que já não me lembro, o momento mais fantástico com aquela que era conhecida lá em casa como “It’s a long way”!…

It’s a long way to Tipperary,
It’s a long way to go.
It’s a long way to Tipperary
To the sweetest girl I know!

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Ir à guerra e escolher bandeira…

Essa canção, pela conotação patriótica e ligação com o conflito da WWI, devia ter conhecido grande popularidade na América desses dias para ter chegado até nós em Cernache do Bonjardim, e lembro-me de ouvir contar uma variedade de episódios ligados à participação e ao alistamento de homens para esse conflito.
Dizia Sebastião que era perguntado nos Estados Unidos, pelas autoridades que faziam os alistamentos dos eventuais combatentes, se desejavam ser inscritos sob a bandeira americana ou sob as cores de Portugal. Os de índole mais sentimental diziam querer bater-se por Portugal, o que terá sido para alguns uma decisão com as piores consequências, se atendermos às condições precárias dos destacamentos portugueses e a decorrente miséria e falta de apoio social, de regresso à sua pátria.

Recordo-me de uma história muito contada em minha casa e bem conhecida dos ex-emigrantes nos Estados Unidos, de certo conterrâneo de meu avô que foi combatente na primeira guerra mundial sob a bandeira americana, donde regressou mais tarde para viver em Portugal.

Nas voltas da vida correram-lhe as coisas mal e viu-se velho e sozinho, acompanhado de sua mulher, em condições de carência financeira e acompanhamento familiar, sem filhos ou ajudas que pudessem dar-lhe o necessário apoio. Não tratara bem dos seus direitos e nada averbara das condições nessa altura garantidas aos ex-combatentes dos Estados Unidos. Os departamentos próprios encetaram todavia uma procura de pessoas nessas condições e só nesse lamentável fim de vida veio a chegar-lhe correspondência que lhe dava conhecimento da pensão que jamais havia recebido e a que tinha direito, tal como todos os respectivos retroactivos.

Imaginemos pois qual não teria sido a milagrosa surpresa que veio favorecer aquela necessitada família naquela excepcional situação de carência e solidão, o súbito alívio que os bafejou e o impacto que esse acontecimento teve no reforço do “sonho americano” tão intensamente vivido por toda aquela geração.

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Uma forma velha de falar uma língua nova (ou vice-versa…)

Um apetrecho imaterial, mas formidável, trazido da América por meu avô e por todos os seus contemporâneos, foi uma forma específica de falar nutrida por palavras de inglês americano “tratadas” com a pronúncia que lhes era própria, ou seja, um léxico de palavras enigmáticas que só eles entendiam!…
No que me toca, fui criado por diversas pessoas que haviam apropriado todo esse contingente de vocábulos, o que os transformou em aquisições automáticas da minha forma de estar e que ainda subsistem, em certos momentos da vida de minha família, embora à enorme distância da sua origem própria.
Durante vários anos da minha infância usei enquanto brincava umas calças de ganga com peitilho e alças, feitas à imagem e semelhança das calças largas de operário do meu avô, que eram vestidas por cima da outra roupa para evitar a sujidade. Chamavam-se na América, julgo eu, umas calças “over all” e passaram a ser para mim uns “alvarózes”, termo que se usava em minha casa com a naturalidade de qualquer outra palavra em português.
Como o meu pai era de Leiria e ali vivi sempre que não estava em casa dos meus avós em Cernache do Bonjardim, houve pessoas amigas que ficaram muito intrigadas com o que seriam uns “alvarózes” e eu muito surpreendido de que elas o desconhecessem, por ser coisa tão útil e familiar.
Tendo vivido nos Açores nos últimos anos da década de sessenta fui ali reencontrar, nas gentes do povo (e não só), uma certa quantidade de palavras esquisitas importadas da América, que minha recente esposa não entendia e que eu não tinha nenhuma dificuldade em traduzir porque me eram completamente familiares.
O próprio nome porque eram tratados os meus avós por toda a gente viria a sofrer uma inflexão particular derivada da sua vivência norte americana. Papá e Mamã eram designativos completamente fora dos hábitos lusitanos, pelo menos na área de onde provinham. Como foi essa a fórmula usada pelas suas meninas desde que nasceram até virem para Portugal, Sebastião ficou a ser conhecido por Papá e a minha Avó era, naturalmente, a Mamã.
O hábito permaneceu e essa forma de trato estendeu-se a vizinhos, amigos e familiares, durante toda a sua vida.
Desde que os meus filhos nasceram também fui promovido a “Papá” e Maria da Conceição a “Mamã”. Mas esse vocativo nada tem a ver com usos ou modas de fresca data. O nosso é antigo, e veio de longe num vapor com muitos passageiros!…

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