Os empregos de Sebastião na América

Depois de embarcar para os Estados Unidos da América, Sebastião trabalhou primeiramente numa fábrica de papel, o “Paper Mill”, com uma passagem – ao que julgo breve – por trabalho num navio que efectuava transportes ao longo da costa, nas imediações de Providence.
Nos seus começos também trabalhou por curto espaço de tempo numa trefilaria, ou seja, numa unidade industrial onde se efectuava o tratamento de peças de aço, trabalho que era extremamente desconfortável e perigoso até, pelo que veio a abandoná-lo.

13 pFoi num barco deste género que Sebastião trabalhou, não durante muito tempo, quando chegou à América.

A última fase da sua actividade profissional foi passada na “E. M. Dart”, onde era operário que examinava juntas e válvulas de passagem de fluidos, rejeitando as que não estavam em condições. Dizia com certa vaidade que era o último homem das linhas de controlo de qualidade e, como era cumpridor e esforçado, não admira que tenha conservado o emprego durante a maior parte da sua permanência na América.

14 p

Numa fase inicial trabalhara como “watch man”, durante a noite. Percorria a unidade fabril e as suas várias instalações em rondas no decurso dos quais tinha que accionar relógios que demonstravam a sua passagem por esses locais. No Portugal de antanho, um tal emprego deixava as pessoas que o ouviam contar a história de boca completamente aberta.



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