Ida e regresso aos Estados Unidos de um português da Relva

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Estes textos e estas ilustrações documentam a ida e regresso de Sebastião de Matos Gomes aos Estados Unidos da América, onde viveu cerca de dezasseis anos, de 1911 a 1926 na cidade de Providence, no Estado de Rhode Island. O presente trabalho, incluídas todas as ilustrações, foi publicados em Setembro de 2009 pela revista “Gávea-Brown”, Revista Bilingue de Letras e Estudos Luso-Americanos (volumes XXVIII-XXIX, 2007-2008) publicação anual patrocinada pelo “Department of Portuguese and Brasilian Studies” da Brown University de Providence, RI, e corresponde a um convite pessoal que me fora feito por Onésimo Teotónio de Almeida, professor daquela Universidade e co-director da referida publicação.

Capa Gávea Brown

Narrativa de Costa Brites na qualidade de neto de Sebastião de Matos Gomes
Coimbra, Setembro de 2009
(versão original – Maio de 2008)

Peço aos visitantes o favor de clicarem, debaixo do título acima, na indicação 1 Reply, que dá acesso a um comentário muito valioso para mim da autoria de meu primo Carlos Manuel de Matos Gomes, que usa – como escritor – o pseudónimo de Carlos Vale Ferraz .
Trata-se de um sobrinho-neto de meu avô Sebastião de Matos Gomes, isto é, filho de Manuel de Matos Gomes, primo direito de minha Mãe, Maria de Lurdes (de Matos Gomes) Brites.

One thought on “Ida e regresso aos Estados Unidos de um português da Relva

  1. Costa Brites

    Recebi do meu primo Carlos Manuel de Matos Gomes , que usa – como escritor – o pseudónimo de Carlos Vale Ferraz (apelido este que também faz parte e encontra justifição no texto deste “O meu avô na América”).
    Trata-se de um sobrinho-neto de meu avô Sebastião de Matos Gomes, isto é, filho de Manuel de Matos Gomes, primo direito de minha Mãe, Maria de Lurdes (de Matos Gomes) Brites.
    Com a expressa autorização do autor aqui venho publicar esta mensagem com imenso gosto e com o coração trespassado pela memória de largos momentos vividos com ele em família, sobrinho directo do protagonista central da história em apreço:

    “…Olá Zé, Um grande abraço!…

    As aparições da Carla de Matos Gomes na TV pelo menos proporcionam estes excelentes pretextos para nos contactarmos. Passadas com as suas atribulações as "Festas" de Natal e Novo Ano voltamos às rotinas. A minha começou por ir fazer as análises aos estragos no corpo. Pagamos sempre os maus tratos que lhe demos e a mim atemoriza-me a possibilidade de ficar dependente, de andar por cá a arrastar-me. Infelizmente (para mim) não temos um interruptor. Mas as coisas, por enquanto vão andando dentro da normalidade. Espero que contigo e com os teus também.

    Agora quanto a este aqui presente “O meu avô na América”:

    O que penso do livro de uma forma um pouco mais reflectida do que te transmiti antes é de se tratar de uma obra peculiar a vários títulos. Eu não sou de modo algum crítico literário, tenho perante a literatura a mesma atitude que tenho perante as outras formas de arte, analiso-as pelo meu gosto, pelo impacto que me causam sem grandes teorias. Reajo mais do que analiso.
    Quanto à forma – e é a forma que distingue o que é arte do que não é – estamos perante uma obra da literatura. A narração, o objecto narrado, a narrativa é independente da ligação afectiva do narrador ao personagem. Esta autonomia é essencial para ultrapassar a barreira do escrito íntimo para o público. Isso é plenamente conseguido. Aquela história, daquele avô, é uma história universal – logo, situa-se no âmbito da arte (sou dos que pensam não existir arte privada, que só existe arte quando o artista consegue comunicar com os seus semelhantes).
    Ainda quanto à forma, a escrita traduz os ambiente e transmite aos leitores as emoções. Isto é, cumpre – de forma hoje em dia rara – a sua função de dar prazer e de provocar emoções.Quanto ao conteúdo: Para reforçar a universalidade e a generalidade da obra, a sua característica de obra pública (passe a má fama das outras obras públicas), contribui o ambiente que descreves e onde situas a história (é de uma história, uma ficção que se trata) e que caracteriza um tempo histórico e, mais ainda, um fenómeno histórico e social ligado à emigração portuguesa na Nova Inglaterra, sobre os quais existem tão poucas obras.
    Daí uma das razões para a sua peculiaridade. Tu transformaste uma história comum de um homem que emigrou para a América no início do Sec. XX, e da sua família, numa saga compartilhável e compartilhada com uma vasta comunidade.
    Aquela história, aqueles personagens não são só, nem a partir da publicação, a história do teu avô e dos seus irmãos e restante família e tu não és o neto que quis deixar aos filhos um relato dos antepassados.
    Estamos perante uma obra que diz respeito à nossa história de portugueses e de Portugal, à história de uma parte dos americanos e da América. Estamos assim e ainda perante um autor de um romance cheio de sensibilidade, de partilha de sentimentos e de informação. E muito bem escrito. O que escreveste, sem qualquer lisonja, foi um romance, um romance requintado (…)

    (…) Bom, meu caro Zé, mais uma vez parabéns pelo teu livro e fico à espera das tuas notícias. Dá um beijo à tua mulher, um abraço para ti do Carlos …”

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